Guardas municipais viram zeladores da cidade

Foi publicado no Diário Oficial de ontem, terça-feira, uma resolução das secretarias de Conservação e Especial de Ordem Pública que cria o Programa Integrado de Ordem e Conservação. Agora, os guardas municipais vão usar smartphones para enviar fotos dos problemas encontrados nas ruas da cidade, como postes sem luz e buracos nas rua e nas calçadas.

Para que isso fosse possível foi criado um aplicativo especial e os guardas serão treinados para usá-lo. Até o fim deste ano o programa será levado para todas as regiões onde têm UOP (Unidade de Ordem Pública). Segundo o secretário municipal de Conservação, Carlos Osório, a presença natural dos guardas em todas as regiões do município é uma vantagem para o trabalho.

– Além disso, para a Guarda Municipal, será uma oportunidade de se aproximar mais da população e afastar a imagem repressiva dos guardas – disse Osório.

Segundo o secretário, o projeto para integrar o trabalho da Guarda Municipal ao da Secretaria de Conservação foi estudado por seis meses. A Secretaria de Conservação vai concentrar os dados apurados pelos guardas. O esquema será assim: o guarda municipal vê o problema, avisa à secretaria através do aplicativo instalado no smartphone e esta toma as providências.

– Com esta nova função, o guarda passa a ter um perfil colaborativo, de solucionador de problemas. E para a Conservação, a vantagem é que passaremos a ter estes zeladores em toda esquina. Ganha a SEOP e ganha a Conservação – disse Osório.

A ideia de espalhar zeladores pela cidade está em sua segunda tentativa. Há dois anos, o mesmo secretário Osório anunciava a criação do programa Zeladores da Cidade. Na ocasião, os guardiães da boa conservação eram 91 funcionários da Comlurb. Eles não tinham smartphones, mas tinham a missão de percorrer sete quilômetros diariamente anotando os problemas encontrados nas ruas. A área de abrangência da primeira verão do programa era até maior que a atual, em sete bairros das zonas Norte e Sul: Tijuca, Irajá, Vila da Penha, Vista Alegre, Copacabana, Ipanema e Leblon.

Osório explica que a primeira versão dos zeladores foi extinta porque, com a criação da central telefônica do 1746 a função dos zeladores “analógicos” perderam a funcionalidade. Com a versão digital, munidos de smartphones, acredita-se que a produtividade será melhor.

Só resta saber se a nossa região será beneficiada com esta segunda tentativa, já que na primeira os bairros de Vista Alegre e Vila da Penha foram beneficiados pelo projeto.

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