Cuidados com o óleo do motor

Não deixe a sua grana ir pelo ralo. Cuidados com o óleo evitam danos ao motor e prejuízos desnecessários.

“O nível de óleo está bom?”, pergunta o frentista do posto em cada vez que paramos para abastecer. A questão é relevante e sempre vale a pena dar uma conferida. Mas o posto não é exatamente o melhor lugar para completá-lo. Mas, afinal, onde seria? Essa e outras dúvidas assolam a cuca dos motoristas com grande freqüência. Então, vamos eliminá-las! Veja abaixo o que você pode fazer para manter o óleo do seu carro sempre em dia e, assim, evitar danos ao motor e prejuízo no bolso.

Onde fazer o serviço?
O melhor lugar para fazer a troca é uma oficina ou casa de óleo de confiança. Detalhes, como o aperto a ser dado no parafuso que abre o bujão do cárter, merecem atenção. Trocar o óleo em posto de gasolina geralmente é mais caro. E veja se há estrutura específica para isso, inclusi8ve com reservatórios para armazenar o lubrificante retirado do motor.

Borra
Acontece principalmente em carro de quem tem mania de ir completando o óleo, mas nunca faz a troca completa, no período recomendado pelo fabricante. O lubrificante vira uma espécie de lama preta que destrói o motor, e o prejuízo é alto. Essa borra também pode surgir se o filtro de óleo não for trocado nos intervalos corretos ou pelo uso de combustível adulterado.

Troca
Deve seguir os intervalos apontados no manual do carro, ou até ser feita antes. Caso o motorista não tenha o manual, é só consultar uma oficina autorizada ou providenciar o manual com o fabricante do seu veículo (algumas o disponibilizam via internet).

Tempo ou KM?
Depende, mas de maneira geral o que vale é o que vier primeiro. Há casos específicos: um carro que roda pouco, mas em condições severas, deve trocar o óleo por tempo em ao por quilometragem. Já o que circula a maior parte do tempo em rodovias pode fazer as trocas nas quilometragens indicadas.

Condições severas
Ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas aquelas em que o carro é submetido a grandes esforços. Ir e voltar para o trabalho todo dia, por exemplo, é uma condição severa, mesmo que seja um trajeto curto. O carro roda em vias urbanas, no trânsito congestionado, com altas temperaturas e em baixas velocidades. Tudo isso sobrecarrega o sistema.

Filtro de óleo
Os manuais dos automóveis recomendam substituir o filtro de óleo a cada duas trocas, mas o ideal é fazê-lo sempre. Até porque, de maneira geral, é uma peça barata e economizá-la é algo que não compensa.

Mineral ou sintético?
A informação está no manual do carro. E, além dela, estão lá as características de qualidade e viscosidade (SL 20W50, por exemplo), que é o mais importante a ser seguido.

Pode misturar?
Se a mistura for inevitável, deve-se observar se os diferentes óleos têm níveis de desempenho (API) e de viscosidade (SAE) semelhantes. O tempo de trocar deverá ser contado a partir da colocação da primeira carga, não importando o volume da complementação. Já com relação às marcas, não há problema em misturar, mas os óleos devem ter as mesmas especificações.

Cuidados na partida
Os motores modernos não exigem que se espere o aquecimento do óleo ou das peças móveis. Mas é uma boa recomendação esperar uns 30 segundos para sair e não usar rotações muito elevadas até o motor esquentar, isso ajudará na durabilidade do conjunto.

Luz do óleo acesa
Se a luz acender, pare imediatamente e confira o nível do óleo. Se estiver baixo, complete. Se estiver alto, pode haver problema em alguma peça, como a bomba de óleo. Procure um mecânico rapidamente.

Consumo de óleo
Carros de 2000 em diante podem ter um consumo de óleo de cerca de 300 ml a cada mil quilômetros. Acima disso há indício que há problemas no motor.

No caso de dúvidas consulte o manual do seu veículo que em geral vem com todas as orientações necessárias.

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