Mais uma terça de terror em Inhaúma

Por volta das 7h da manhã desta terça-feira, dia 21, mais um arrastão deixou a população em pânico, segundo informou o Jornal O Globo. Os bandidos fecharam a Avenida Pastor Martin Luther King Jr, também conhecida como Automóvel Clube, em frente ao Cemitério de Inhaúma, e não se intimidaram com o trânsito intenso.

Foram oito minutos de terror para quem ficou parado no rotineiro congestionamento da Avenida. Houve quem se deitasse no asfalto para se proteger. Foi o terceiro ataque no mesmo trecho e no mesmo horário em dez dias.

O primeiro carro a ser abordado foi o Fiat Punto do gerente de marketing Raphael Alvarilhão Rodrigues, de 31 anos. Ele entregou o veículo, joias, celular, relógio e um aparelho de GPS. O automóvel foi abandonado pouco tempo depois.

– O carioca não tem mais onde se refugiar. O arrastão aconteceu de manhã, durou oito minutos e nada de a polícia aparecer. Foi um pânico geral, com cerca de 15 pessoas deitadas no chão. A polícia só chegou dez minutos depois de os bandidos terem ido embora – contou Raphael.

Os criminosos bateram com o Fiat Punto numa van e roubaram o Fox de uma vendedora de automóveis, que só se identificou como Andressa. Ela contou que os bandidos ainda hesitaram em levar seu carro, por ter apenas duas portas:

– Quando eu percebi que era um arrastão, destravei o carro e tirei o cinto de segurança. Eles só levaram meu carro porque era o primeiro da fila. Apontaram uma arma para a minha cabeça. A falta de segurança no Rio é total – disse a vítima.

Também abordado pelos bandidos, que usavam pistolas prateadas, um soldado da Aeronáutica pensou que ia morrer.

– Eles me perguntaram que roupa era essa minha e eu disse que era da Aeronáutica. Eles pensaram que eu era PM e poderiam ter me matado – contou o soldado, que teve mochila, relógio e celular roubados.

Sete vítimas do arrastão registraram queixa na 44ª DP (Inhaúma). Um comerciante, que não quis se identificar, disse ser difícil reconhecer os bandidos que o fizeram passar por momentos de terror.

– Eles colocaram a arma na minha cabeça. Entreguei meu relógio e minha carteira. Só percebi que todos eram muito jovens, mas não encarei os bandidos – disse o comerciante.

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